S. Smanioto no Printemps 2017

desesterro, notícias, Uncategorized

PARIS

21 mars [15h30-17h]
université paris nanterre – bâtiment v
(ufr langues), salle r13
La littérature brésilienne hypercontemporaine
Rencontre avec ses auteurs Paulo Emílio Azevedo,
Marta Barcellos, Sheyla Smanioto et Rafael Gallo
[en portugais]
Organisation et modération: Sandra Assunção
(Université Paris Nanterre)

24 mars [19h-20h30]
maison de l’amérique latine
Voix des femmes au Brésil
Avec Marta Barcellos, Sheyla Smanioto,
Socorro Acioli, Nilma Lacerda et
Simone Paulino [en français]
Modération: Leonardo Tonus

26 mars [13h]
salon le livre paris 2017
Une écriture à fleur de peau
Avec Sheyla Smanioto et Luisa Geisler
Activité en français – Littérature, roman, fiction

Anúncios

Na mira, no Arte1

desesterro, entrevistas

Estive Na Mira do Arte1 faz um tempo, foi pro ar e agora está na net para quem quiser. A gravação foi aqui em casa, uma delícia de papo sobre literatura, feminino, processo criativo. Às vezes eu tenho toda certeza do mundo e às vezes eu duvido; nesse dia eu estava cheia de certezas e até um pouco mais jovem. Foi bonito! Para assistir é só clicar na imagem.

“Literatura das entranhas” no Lombada Quadrada

desesterro, notícias

Atrás de conhecer o Desesterro? Dá uma olhada no que Renata Beltrão sobre sua leitura, lá no Lombada Quadrada:

“É um daqueles livros que têm a rara capacidade de aliar um estilo ousado, instigante em sua ligeireza, e poético sem pieguice. Ao mesmo tempo, esse estilo sustenta uma história redonda, contada de forma não linear, porém sem artificialidade. É também um livro conscientemente político, ecoando alguns dos temas mais relevantes de nosso tempo, mas sem resvalar no panfletarismo. Em resumo, um combo completo e destruidor.” / leia na íntegra

Sobre habitar um corpo feminino

desesterro, entrevistas

Papo sobre processo criativo no Metrópolis

desesterro, entrevistas

Fui ao programa Metrópolis falar sobre o processo criativo do Desesterro, eu e a Isabela Noronha, em clima de véspera do resultado do Prêmio São Paulo de Literatura. É pra vocês que a gente escreve todas essas cartas pedindo um olhar afetuoso para nossa literatura. Aqui vai mais um convite para ler e se deixar tocar pelo Desesterro. Beijo!

Desesterro no Suplemento Pernambuco

desesterro, entrevistas, notícias

Muita felicidade ter o Desesterro resenhado pelo Rodrigo Casarin e no Suplemento Pernambuco! A resenha é do tipo que eu gosto de ler: com trechos do livro, entrevista e o frescor de uma leitura atenta, tudo costuradinho. Também me botou muito a pensar (não conhecia Vilaboim, por exemplo), então devo voltar com uma resposta afetiva a essa leitura. Aqui vai um trecho! Na íntegra tem lá no Suplemento Pernambuco.

“Eu escrevo porque há lugares aonde não chego sem escrever. Porque escrever é um ato mental e corpóreo que me conecta com minha ancestralidade. É minha maneira de rezar pelos mortos silenciados, os mortos sem tumba, não identificados. Tem uma fera vivendo dentro de mim e ela só respira quando eu escrevo. Todo o resto do tempo eu sou estrangeira, vivo na língua dos outros, escrever é minha casa, é onde posso caminhar sem sapatos. Parece romântico? Não é. É político. Qualquer periferia é longe demais, eu demorei vinte e quatro anos para chegar no centro de São Paulo, o pé na porta. Para qualquer pessoa com um pingo de cultura preta, ir para a escola é ir para outro país, e eu lia muito para descobrir como viviam nesse lugar imaginário chamado Brasil. Ser mulher, ser da periferia, é viver de favor em sua própria casa e a gente tem que ralar muito para se perceber no direito de abrir a geladeira. Foi através da literatura que entendi quem eu sou, que me conectei com meu corpo branco de cultura branca e preta, com a felicidade histérica da minha infância em Diadema. Troquei a culpa que tinha por ter tão mais do que tanta gente, mesmo quando não tive o suficiente, pela determinação de usar meus privilégios na luta pelo que acredito. Eu não vou parar de escrever porque os leitores são raros, eu vou continuar justamente por isso. A gente precisa sair de tantos armários e a verdade é que nem todo mundo tem mão para abrir a porta.”

O discurso de Sheyla Smanioto, 26 anos, é forte, bem como sua literatura. E se “lia muito para descobrir como viviam nesse lugar imaginário chamado Brasil”, em Desesterro, seu romance de estreia, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura em 2015 e publicado pela Record, ela compõe um recorte de seu próprio Brasil. Imaginário, sim, mas também horrivelmente real. Personagens pobres e femininas habitam cenários desoladores como Vilaboinha. Curioso notar o nome escolhido para esse lugar terrível e miserável, diametralmente oposto à praça Vilaboim, em São Paulo, no coração de Higienópolis, um dos bairros mais ricos da cidade mais rica do país. A proximidade entre os nomes é imensa, já a situação deles…

Outras narrativas: 17/09 no Centro Cultural Donana (RJ)

desesterro, notícias

Sábado 17/09 tem participação minha no Ciclo Ato Criador, às 16h no Centro Cultural Donana (Rio). Estou bem animada para receber o que virá desse encontro com Dida Nascimento, Edson Cruz, Luis Serguilha, Nelson Maca e quem mais vier ter com a gente. Cada vez mais vejo o livro como uma armadilha para o tempo, uma necessária armadilha para tempos como os nossos, que escorrem cheios de opiniões e timelines. Tantos corpos se encontrando assim é um risco danado de não voltar inteiro, por isso é bom, por isso é tão bom. Vem também? Mais informações tem aqui.

Desesterro na São Paulo Review

desesterro, notícias

Em vídeo para a São Paulo Review, falo um pouquinho sobre como me conectei com a experiência tão distante, há quem diga, dos meus personagens. Falo sobre como você também vai se conectar com a história dessas mulheres e leio um trecho bem especial para mim. Meu preferido, na verdade. Confira também aqui!

MULHER BICHO (spin off) na Revista Pessoa

desesterro

14068313_10206790292303050_390521079489069565_n

Para quem quer entrar em Vilaboinha pelos pés e também para quem nunca quis sair: um conto inédito no universo do Desesterro,

romance ganhador do Prêmio Sesc de Literatura 2015 e que é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2016,

um conto sobre uma mulher como eu como você, uma mulher que já vou dizer o porquê mas ela acabou que foi morar nos sonhos da Cida. A história de um abuso, de um amor desses que tomam a gente pelo pescoço e quando a gente conta ninguém acredita, anda, corre conhecer essa história!

Aproveita e assina a Revista Pessoa ;)

Beijo procês

Crônicas do Desesterro: “Ler é devorar a fome dos outros”

desesterro

Encontrei o Desesterro numa leitura, estávamos lendo em voz alta, eu e Carla, quando ela lembrou que já tinha ouvido essa história, essa história que estávamos lendo e que era o Desesterro, essa história que eu acreditava estar inventando, ela já tinha ouvido. Da vó dela. Uma história parecida, não essa, outra completamente diferente, mas nenhuma história sobrevive exata, essa é a graça, a gente nunca sabe o que as histórias tiveram que fazer para sobreviver.

De minha parte, posso garantir que não conhecia o Desesterro quando comecei a escrever, teria me poupado um bocado conhecer o Desesterro antes, encontrar pela rua, mas eu não conheci, eu tive que arrancar o Desesterro do corpo e da memória como um sonho que eu esquecia e lembrava para poder voltar a respirar. Um acordo que eu fiz com o demônio da escrita, um acordo para viver a loucura sem sucumbir tanto, sem perder o meu tamanho.

Um sonho. Os personagens na sombra, eu ouvia a respiração de cada um deles.