Leitura: Sem vista para o mar, de Caroline Rodrigues

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A verdade é: gostei do livro “Sem vista para o mar”, estreia da Caroline Rodrigues, mas amei alguns contos. O sonho imperfeito do primeiro conto, “Onde acaba o mapa”, supreende e irrita (aí já sabia: fui pega). Os contos são todos fugas e eu gostaria de saber mais sobre música para ser capaz de fazer paralelos. Não sou. Fico na literatura: a gente vive o livro da janela de um ônibus de viagem, o ônibus parando nas histórias. O melhor é quando encontramos uma imagem dessas que calçam bem nos olhos, as da Carol são ótimas. Mas cuidado com a pista esburacada, falsa: às vezes a tatuagem de ex-presidiário foi feita em única noite passada na cadeia.

Fui pega em várias dessas, obrigada. Em outro conto que amei, “Sem vista para o mar”, senti um pouco de excesso na linguagem (ela aparecendo por cima do resto), mas a história não perdoa e arrebata. O livro assume o risco da linguagem sem freio, e às vezes derrapa, faz parte; “Mão sem linha”, por exemplo, é um conto incrível, mas para mim o misterioso às vezes virava enigmático e me desconectava. Outro que amei: “Penélope e a roda”, esse tem que ler e é só isso o que tenho a dizer.

Serviço: para adquirir o livro, procure a autora no facebook ou no e-mail caroline.santos.rodrigues arroba gmail.com

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